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Escrito por Movimento Fora Buva e Amargoso

O combate à mosca-branca tem sido um dos maiores desafios do campo. Com alta rapidez de proliferação, a praga sugadora tem sido encontrada nesta safra, em lavouras de soja nos estados de Mato Grosso, Goiás e Bahia. “A praga chegou mais tarde esse ano por conta do atraso no plantio e da grande pluviosidade nessas regiões nos últimos meses. Mas agora aumentou consideravelmente e a tendência é continuar nesse crescimento”, afirma Luis Fernando de Andrade, gerente de inseticidas da Ihara, fabricante de defensivos.


Evite prejuízos

Registrada no Brasil em 1928, a mosca-branca sempre foi considerada uma vilã na agricultura devido a sua grande capacidade de gerar danos, sejam indiretos, como vetor de viroses, sejam diretos, pela sucção de seiva. Possuindo mais de 500 hospedeiros, a praga habita as mais diversas regiões brasileiras. A mosca-branca tem um alto poder de devastação, podendo responder por até 100% das perdas se controlada tardiamente.

 

Monitoramento da mosca-branca

Especialistas alertam que o monitoramento das safras deve ser constante, já que quanto mais cedo o problema for detectado, maior será a eficiência do manejo. “Existem diversas estratégias para evitar a infestação, como medidas em relação às janelas de semeadura, por exemplo. Mas, o que recomendamos é utilizar os inseticidas mais cedo nessas lavouras”, diz Germison Tomquelski, pesquisador de pragas e plantas daninhas da Fundação Chapadão.  

 

Soja tardia

Os dois profissionais alertam, ainda, para o fato de que essa cultura da soja antecede outras lavouras como o algodão e o feijão. Por isso, o manejoé ainda mais importante para evitar a proliferação da mosca-branca no final da soja tardia e nas subsequentes plantações. “Ela suga a seiva das plantas como soja, algodão e feijão. Ao fazer isso, faz com que a planta desenvolva fungos, chamado fumagina. A fumagina acaba cobrindo a folha, impedindo a fotossíntese e diminuindo a produtividade. Quando você tem esses ataques, as folhas caem mais cedo, levando ao prejuízo”, explica Tomquelski.


Fonte: SF Agro